Heloisa Gomez

“O pensamento acompanha a sua linha, formação do ser, captação de emoções em meu ambiente, sou parte de um todo, eu sou a espera e ao mesmo tempo a pressa…”

Heloisa Gomes possui alma de um poeta presa num corpo de artista, ela transparece sua essência através das suas criações, seus conceitos possuem uma visão de refresco na alma, tratando sobre a humanidade que nos habita.

O Kintsugi abordado no seu processo pareceu em primeira vista ser algo de mera escolha, mas quando olhado de perto é basicamente a transparência do “ser Helo”, viver com base na aceitação do momento, das mudanças, do existir e principalmente as rachaduras que nos compõe.

Essencialmente o projeto de Heloisa Gomes exigiu um cenário próprio que retratasse a peculiaridade de seus processos, nada mais significativo do que o próprio ambiente natural de sua criação.

A casa da designer possui fundamentos que se igualam a forma com a qual seu conceito de processo foi criado, com moveis, hortas e interferências artesanais feitas por ela e seus familiares, a própria casa foi projetada por um de seus tios e nas palavras da própria Heloisa “é tão a nossa casa que gostamos de manter essa aparência natural e rústica”.

Para Heloisa luzes naturais mutáveis, seguindo o padrão da inconstância e o acaso, luzes frias e internas fazem parte da composição de cena, retratando o cotidiano em oficinas de costura e locais onde a designer se desloca.

O documentário possui sua inconstância por usar mídias diversas que se complementam, sinta-se imerso nessa inconstante criação com esse fashion film em 360°

Para o editorial e o Fashion film de Heloisa há a intenção do contraste de uma arquitetura geométrica com as roupas fluídas e orgânicas, a Praça das Artes é palco para a poesia das forma de Heloisa Gomez, fotografia de Thiago Takeshi, beauty de Kamila Fumagalli, captação em 360° de Fernando Asprino e styling de Danielle Moreira.

 

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“A preciosidade do tempo não se enxerga, não é tátil, é mutável e instável, é componente da construção da sociedade é fonte vital do existir é a inconstância que me permeia.”

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